Eu estou pensando em acabar com tudo de Iain Reid

domingo, 15 de outubro de 2017

Sinopse: No romance de estreia do canadense Iain Reid, Jake conduz o carro em que ele e a namorada, que narra a história, vão à fazenda dos pais do rapaz. Durante a longa viagem por estradas desertas e escuras, a garota, atormentada com a perseguição de um homem misterioso que deixa sempre a mesma mensagem de voz em seu telefone, pensa em encerrar o relacionamento com Jake. Mas talvez seja tarde demais. Reid, que tem dois livros de não ficção elogiados pela crítica e contribui para veículos de prestígio como a revista New Yorker, une, numa narrativa profundamente psicológica, tanto referências de terror clássico, quanto elementos de suspenses menos tradicionais, sustentando a trama para além das limitações inerentes ao gênero. Um thriller denso que esconde, em meio ao medo provocado pela sensação de uma tragédia iminente, alegorias sobre a própria vida ser uma tragédia anunciada.


Minha OpiniãoO título foi a primeira coisa que me chamou atenção. Peguei ele para ler sem me preocupar em procurar resenhas antes ou mesmo a sinopse.

Jake e sua namorada estão em uma viagem a casa dos pais dele para que ela os conheça. Ela revive alguns fatos do tipo, como eles se conheceram, como estão juntos, os gostos, as manias e por aí vai. Ela começa a reviver isso meio que para justificar porque ela quer acabar com tudo.

Os diálogos algumas vezes me incomodaram, devido ao fato de serem filosóficos e profundos demais. Conversas essas que nem todo mundo tem e nem com tanta frequência.

A medida que a história vai avançando, começa a surgir dúvidas, pistas, um mistério no ar. É difícil você saber quando que começa a senti medo, porque ele vai surgindo aos poucos, mas você não sabe do que sente medo.
Todas as teorias que eu criei, todo o enredo que eu pensei que tinha desvendado foi pelo ralo. Nada, nado do que eu imaginei era o que a história revelou. Fiquei de boca aberta, fui totalmente surpreendida.

Apesar do livro ser curtinho, eu fiquei completamente envolvida.

A gente sabe que aconteceu alguma coisa porque há uma conversa entre duas pessoas, são pequenos trechos que surgem entre um capítulo e outro. Mas volto a reafirmar, não fazia ideia de que ia terminar daquela forma.

Recomendo para quem gosta de um bom suspense, quem gosta de histórias que prende do começo ao fim. Se você pretende ler, só dou uma dica: presta bem atenção aos detalhes, eles fazem toda a diferença. E cuidado ao ler resenhas para não pegar nenhum spoiler e estragar a surpresa da história. E quando o ler, mesmo que não esteja entendo nada, calma. No final tudo faz sentido.

Espero que tenham gosta. Um beijo ;)

O Vilarejo de Raphael Montes

domingo, 8 de outubro de 2017

Sinopse: Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome.


As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão.


Minha OpiniãoEu particularmente não gosto quando fazem comparações com outros escritores. Acho cabana ter indicações, mas comparar com outro escritor na minha opinião não é legal. Falo isso devido a esse "elogio" da Fernanda Torres na capa do livro.


Do Rafhael Montes só li Dias Perfeitos e não tinha gostado tanto assim. Mas quando O Vilarejo foi lançado, fiquei com vontade de ler por ser contos e por passar em um tempo mais antigo que o nosso.

Demorei um pouco para pegar ele, mas quando o fiz, li todo de uma vez só. É curtinho o livro e bem desenvolvido. Aqui, o Rafhael Montes é o tradutor de um caderno ilustrado de Elfrida Pimmintaffer que em sete histórias sobre os pecados capitais.

As ilustrações dão um ar mais pesado ao livro. Os detalhes complementam e mesmo que seja dito que você pode ler em qualquer ordem, sugiro que leia na ordem de publicação mesmo. Até porque as pontas soltas vão se encaixando aos poucos.

As histórias se passam nesse vilarejo e envolvem seus moradores. Não é uma narrativa linear, mas que são interligados sutilmente.

A cada desfecho de cada conto fiquei maravilhada por ser surpreendida. É claro que uma coisinha ou outra não me agradaram tanto, mas no geral é um livro muito bom.

De todos os contos o que eu menos gostei foi Belphegor – A Verdadeira História de Ivan, o Ferreiro. Não consegui sentir nenhum tipo de empatia pelo personagem principal. Talvez a que mais me surpreendeu foi Mammon -  O Porquinho de Porcelana da Sra. Branka ou Belzebu – Banquete para Anatole, não sei ainda qual delas foi a melhor. Fui pega totalmente de surpresa com o final de Leviathan – As Irmãs Vália, Velma e Vanda.

Aliás, todos os contos têm lá suas surpresas e reviravoltas. Eu particularmente gosto muito de contos, mas ainda não tinha lido nenhum em que mais parece uma história fragmentada e que vão se interligando um no outro. Foi uma ótima leitura, fui completamente surpreendida. E que desfecho!

Espero que tenham gostado.
Um beijo ;)

Dicas de Filmes: Últimos filmes de Terror assistidos

domingo, 1 de outubro de 2017

A Autopsia - 2016

Sinopse:Tommy Tilden (Brian Cox) e Austin Tilden (Emile Hirsch), seu filho, são os reponsáveis por comandar o necrotério de uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. Os trabalhos que recebem costumam ser muito tranquilos por causa da natureza pacata da cidade, mas certo dia, o xerife local (Michael McElhatton) traz um caso complicado: uma mulher desconhecida foi encontrada morta nos arredores da cidade - "Jane Doe", no jargão americano. Conforme pai e filho tentam descobrir a identidade da mulher morta, coisas estranhas e perigosas começam a ocorrer, colocando a vida dos dois em perigo.

Minha avaliação:
 / 5

Minha Opinião: Que grata surpresa foi esse filme. A fotografia dele é muito linda, e apesar do desenrolar da história ter seus mistérios que vão se revelando aos poucos e ainda deixar pequenas pontas para a própria interpretação, não imaginava que o filme seria tão bom.

Tudo se passa em um único local, dentro do necrotério centrado principalmente entre o pai e o filho que ali trabalham. Todo o mistério em volta dessa mulher desconhecida cria um clima de suspense que deixa a história muito envolvente.

Achei a história bem elaborada, e me surpreendi com toda a revelação, apesar de ter me deixado com aquela vontade de saber mais detalhes. Fica aí uma ponta para uma possível continuação, ou não. Mesmo assim, recomendo o filme. É lindo, simples e envolvente.



Grave - 2016

Sinopse: Na família de Justine (Garance Marillier), todos os integrantes trabalham com a área veterinária e são vegetarianos. No entanto, assim que Justine pisa na escola de veterinária, ela acaba comendo carne. As consequência deste ano logo serão sentidas e chocarão toda a família.

Minha avaliação: 3.5 / 5

Minha Opinião: Já estava com vontade de conferir o filme por conta do trailer e também por todos comentários que estavam saindo sobre ele.

O filme traz uma proposta diferente, e por conta disso é normal que muitas pessoas acabem não gostando ou mesmo não vendo terror no filme. Já aviso que aqui você não vai se deparar com aqueles famosos susto clássicos. Acho que o nojo pode ser um elemento mais presente.

Um fato que achei interessante é que cada um terá uma experiência diferente e uma interpretação dos fatos de forma única. Os pontos que são levantados meio que como antagonistas, o meio em que ela está inserida e o fato de esta saindo da adolescência para a vida adulta dar uma interpretação diferente aos fatos.

Eu particularmente gostei. Não é apenas mais um filme “do mesmo”. É simples no seu modo de desenvolvimento e reflexivo sobre os pontos abordados de forma sutil. 



Stake Land - Anoitecer Violento - 2010

Sinopse: Um filme indie de horror que foi um dos grandes vencedores do Toronto Film Festival do ano passado, juntamente com ‘O Discurso do Rei’, ao vencer o Midnight Madness Award.
Este relata-nos a história de Martin (Connor Paolo), um adolescente que vê o seu mundo cair num buraco de desgraças económicas e políticas, até que uma epidemia arrasa o que resta da uma nação abandonada. Martin junta-se então a Mister (Nick Damici), um caçador de vampiros, que o ajuda a chegar a New Eden.
‘Stake Land’ é realizado por Jim Mickle, que também escreveu o argumento juntamente com o actor Nick Damici.
Minha avaliação: 3 / 5

Minha Opinião: Em se tratando de vampiros, nunca me canso de assistir a filmes que trazem essas criaturas.

OS vampiros aqui apresentados tem lá suas diferenças, apesar de serem mortos com uma estaca no coração. O diferencial no filme é que ele é narrado pelo Martin que vai relatando alguns fatos a medida que a história se desenvolve. Como ele perdeu a família, é Mister um caçador de vampiros que o ajuda a chegar em um local seguro.

No geral, até que é um filme legal, tem um bom desenvolvimento, mas não me conquistou. Não fiquei envolvida na história e também acabei não gostando de nenhum dos personagens apresentados.
  


 Nunca diga seu nome - 2016


Sinopse: Três estudantes universitários se mudam para uma antiga casa e inadvertidamente desencadeiam uma série de eventos com uma entidade sobrenatural conhecida como Bye Bye Man. Os amigos tentam salvar uns aos outros e ao mesmo tempo manter a existência de Bye Bye Man em segredo para salvar outros do mesmo destino mortal.

Minha avaliação: 3 / 5

Minha Opinião: Tem até uma proposta boa e poderia ter sido melhor executado, porém não sei se foram as atuações que deixaram um pouco a desejar. Os efeitos especiais não são bons, isso é fato.

Mas em se tratando da história, até que tem uma boa proposta. Um grupo de amigos se muda para uma casa, onde aconteceu algo anterior e à medida que coisas estranhas vão acontecendo eles passam a procurar respostas ou até mesmo ajuda de outras pessoas.

Como o próprio nome sugere, para que a entidade não apareça, não se pode dizer nem pensar no nome dele. Enfim, um pouco sem sentido se levar em conta que o ser vem para matar...

Fica aqui um possível dica, ou não.


Tem boas indicações? Deixa aí nos comentários.
Beijos

Serial Killers - Anatomia do Mal de Harold Schechter

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Sinopse: Entre na mente dos psicopatas. O dossiê definitivo sobre assassinos em série. O que faz pessoas aparentemente normais começarem a matar e não pararem mais? O que move – e o que pode deter – assassinos em série como Ed Gein, o psicopata americano que inspirou os mais célebres maníacos do cinema, como Norman Bates (Psicose, de Alfred Hitchcock), Leatherface (O Massacre da Serra Elétrica, de Tobe Hooper) e Hannibal Lecter (O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme). Como explicar a compulsão por matar e o prazer de causar dor, sem qualquer arrependimento? De onde vem tanta fúria?

Em Serial Killers: Anatomia do Mal você vai descobrir como eles matam e por que eles matam. Por amor, desespero, dor ou prazer. Por conta de famílias desfuncionais e infâncias perturbadoras. Em nome do demônio ou para o jantar…

Histórias Reais, Assassinos Reais, de uma maneira que você nunca viu, estudados com rigor científico, profundidade e conhecimento psicológico. Um livro que vai atrair a atenção dos fãs das séries CSI, Criminal Minds, Dexter e do canal Discovery Investigation e de todos aqueles que querem entender o que se passa na mente dos assassinos mais temidos e cruéis de todos os tempos.

*Leia a sinopse completa no SKOOB.




Minha Opinião: Primeiro livro da DarkSide que finalmente comprei. E olha que namoro muitos deles à tempos. Além da edição ser um espetáculo de tão lida, o tema abordado no livro foi a primeira coisa que fez com que eu quisesse muito ler/ter esse livro.

Como traz grifado na capa são histórias reais de assassinos reais. São casos de serial killers de diferentes partes do mundo. Alguns casos foram midiáticos, outros não. Alguns chocaram pela brutalidade, outros pela quantidade de mortos. A identidade de alguns ainda continua um mistério até hoje, enquanto a grande maioria foi pego e quase todos se encontram mortos.

É um livro que me tirou do eixo.

Antes, sempre que tinha a oportunidade de falar sobre serial killers eu dizia que achava eles fascinante. Essa minha ideologia foi literalmente destruída. A visão glamourizado que criei dos serial killers por conta do cinema, nem de longe se encaixa com a realidade. Usando como exemplo o personagem Hannibal Lecter, sua personalidade/físico não condiz com a realidade.

É preciso ter um certo grau de coragem para se aventurar nessa leitura. Apesar de não ter fotos explícitas das vítimas nos casos apresentados, eles são bem descritos, bem detalhados.

O livro começa com uma introdução que desmistifica a falsa impressão de que serial killers são um fenômeno contemporâneo – isso é reforçado, explicado e comprovado no decorrer do livro. Logo depois vem a origem do termo, seu significado, quando foi usado a primeira vez e depois em demasia.

Uma das coisas que achei bem interessante é saber como eles fazem para classificar alguém que como serial killers e mesmo sendo constatado isso, ainda existem outras categorias que são usados para traçar o perfil.

Entre um tópicos e outro temos um Estudo de Caso, uma espécie de história que conta casos de serial killers. Na maioria das vezes começa falando sobre a infância e qual poderia ter sido o fator que desencadeou para que o indivíduo se transformasse e fizesse as suas atrocidades.

Não existem apenas serial killers homens, algumas mulheres também cometeram atos cruéis.Também tem velhos, homossexuais, jovens, héteros, duplas, casais e outras tantas diversidades. Assim como não existem apenas serial killers brancos, na página 55 ele explica bem esse ponto:

“... não há nada de intrinsicamente “branco”, “negro” e, no caso, nem asiático, hispânico ou qualquer outra coisa no assassinato em série. Trata-se, pois, de um fenômeno humano encontrado ao longo da história e em praticamente todas as culturas...”

Em uma parte, Harold fala sobre os serial killers ao redor do mundo. Inclusive, cita um caso do Brasil. Ao longo das mais de 470 páginas, temos um livro repleto de coisas que eu nem imaginava que existia. Casos diversificados, crimes, mortes, torturas.

Uma das coisas que mais gostei e achei interessante foram os Estudo de Casos, assim como as ilustrações que deixaram a arte do livro incrível. O cuidado de Harold em organizar tudo e distribui de uma forma que deixou a leitura fluída. A única coisa que me desagradou, é que certos serial killers foram mais citados e isso as vezes se tornava repetitivo. Fora isso, tanto a leitura quanto o livro em si foram incríveis.

De todos os citados, senti pena apenas de um: Panzram. Não consigo dizer qual deles é o pior, até porque são tantas atrocidades diferentes que é difícil classificar qual deles foi o mais cruel.

Quase no final, temos algumas indicações de livros – já fiquei de olho em vários – de literatura, filmes e seriados todos de ficção. Assim como os livros usados de referências para compor o conteúdo deste livro.

Foi uma leitura que me enriqueceu pois aprendi bastante sobre o assim. Fiquei tão envolvida que já pretendo comprar outros livros nesse mesmo tema, assim como aprender mais sobre esse assunto. Deixo aqui uma excelente indicação, e já peço boas indicações também se alguém tiver para dá.



Beijos :)

Li mas não resenhei #04

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Hoje falarei bem brevemente sobre esses livros que li mas não resenhei


Uni-Duni-Tê - Skoob

Um sobrevive, o outro morre. Não há alternativa.


Minha opinião: Romance policial sempre é viciante de se ler. E quando se tem mortes, corrida contra o tempo, pistas que são verdadeiros enigmas e outros elementos que instigam a curiosidade só faz a leitura ser ainda mais intensa.

Uni-duni-tê como o próprio nome sugere é uma escolha quase que ao acaso. Duas pessoas são presas em um determinado local e para conseguir se libertar, uma delas têm que morrer. 

A detetive Helen Grace tenta achar pistas que liguem os casos e que levem a prisão desse serial killer. Cada vez mais surgem perguntas sem respostas, o mistério cresce e é bem imprevisível certos fatos.

Só não gostei muito do final porque não foi tão grandioso quanto eu tinha esperado. Minhas expectativas estavam altas, eu queria e esperava que o desfecho fosse me deixar de queixo caído, mas infelizmente não senti isso.

Apesar disso, o livro é bem interessante e a leitura fluiu por me deixar muito instigada a descobrir como tudo ia se revelar.


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Sejamos Todos Feministas - Skoob 

Minha opinião: quando todo mundo estava falando/lendo esse pequeno livro que na verdade é uma versão modificada de uma palestra que Chimamanda deu em 2012, não fiquei tentada a ler. Mal eu sabia o quanto esclarecedor é e o quanto inspirador esse pequeno livro me deixaria.

Enquanto o lia, sentia que era mais uma conversa entre amigos do que uma leitura. Era justamente o que eu precisava ler/aprender/compreender.

É sensacional.




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Para Educar Crianças Feministas - Skoob

Minha opinião: poderias ser um tipo de “manual” para se criar uma criança feministas, mas no meu caso, foi um aprendizado que serviu para que eu reaprendesse pequenas coisas tão obvias. Cada ponto abordado e a forma com que devemos lhe dá com isso no dia a dia. Cada coisa que não observei com atenção ou até mesmo de forma diferente.

Aprendi tanto.

E ainda aprenderei mais.

Já posso dizer que pretendo reler sempre. Adquirir certos ensinamentos e usar na minha vida.

Foi um achado/inspiração ter lido esse pequeno livro. Já estou super animada para ler mais coisas dessa incrível mulher.




Espero que tenham gostado, um beijo