Li mas não resenhei #04

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Hoje falarei bem brevemente sobre esses livros que li mas não resenhei


Uni-Duni-Tê - Skoob

Um sobrevive, o outro morre. Não há alternativa.


Minha opinião: Romance policial sempre é viciante de se ler. E quando se tem mortes, corrida contra o tempo, pistas que são verdadeiros enigmas e outros elementos que instigam a curiosidade só faz a leitura ser ainda mais intensa.

Uni-duni-tê como o próprio nome sugere é uma escolha quase que ao acaso. Duas pessoas são presas em um determinado local e para conseguir se libertar, uma delas têm que morrer. 

A detetive Helen Grace tenta achar pistas que liguem os casos e que levem a prisão desse serial killer. Cada vez mais surgem perguntas sem respostas, o mistério cresce e é bem imprevisível certos fatos.

Só não gostei muito do final porque não foi tão grandioso quanto eu tinha esperado. Minhas expectativas estavam altas, eu queria e esperava que o desfecho fosse me deixar de queixo caído, mas infelizmente não senti isso.

Apesar disso, o livro é bem interessante e a leitura fluiu por me deixar muito instigada a descobrir como tudo ia se revelar.


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Sejamos Todos Feministas - Skoob 

Minha opinião: quando todo mundo estava falando/lendo esse pequeno livro que na verdade é uma versão modificada de uma palestra que Chimamanda deu em 2012, não fiquei tentada a ler. Mal eu sabia o quanto esclarecedor é e o quanto inspirador esse pequeno livro me deixaria.

Enquanto o lia, sentia que era mais uma conversa entre amigos do que uma leitura. Era justamente o que eu precisava ler/aprender/compreender.

É sensacional.




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Para Educar Crianças Feministas - Skoob

Minha opinião: poderias ser um tipo de “manual” para se criar uma criança feministas, mas no meu caso, foi um aprendizado que serviu para que eu reaprendesse pequenas coisas tão obvias. Cada ponto abordado e a forma com que devemos lhe dá com isso no dia a dia. Cada coisa que não observei com atenção ou até mesmo de forma diferente.

Aprendi tanto.

E ainda aprenderei mais.

Já posso dizer que pretendo reler sempre. Adquirir certos ensinamentos e usar na minha vida.

Foi um achado/inspiração ter lido esse pequeno livro. Já estou super animada para ler mais coisas dessa incrível mulher.




Espero que tenham gostado, um beijo



Três contos de Madeleine Roux - (Asylum)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017


Quando eu pensei que a série Asylum era compostas de uns 5 livros em ordem cronologias, és que acabei me surpreendendo. Na verdade além dos livros com compõem a série, tem também contos focados em personagens secundários.

Só descobri esses contos depois de terminar o segundo livro Sanctum. Se você não está entendo muito bem o que estou tentando falar, calma que vou explicar.

A série é composta dos livros: Asylum, Sanctum e Catacom. Os três compõem a série que conta a história principal. Mas têm também os contos: Scarletes, Artistas dos Ossos e O Diretor.

Está em lançamento A Fuga (Asylum 0.5), que pela sinopse que li, me parece ser outros personagens que compõem a história.

É um pouco confuso? É, também achei. Mas, se você ler conforme o cronograma vai dá certo:
1.0 Asylum (lançado em 2014)
1.5 Scarlets (lançado em 2015)
2.0 Sanctum (lançado em 2015)
2.5 Artistas dos Ossos (lançado em 2016)
3.0 Catacomb (lançado em 2016 )
3.5 O Diretor (lançado em 2017)
0.5 A Fuga (lançamento em 2017)



Scarlets - Skoob

Minha Opinião: Brookline é o local onde os acontecimentos são desenvolvidos. Carl Erickon é o personagem principal e por conta de seu comportamento acaba tendo que fazer uma atividade extra. E aí que acontecimentos estranhos surgem.

O que acontece aqui é pouco antes de Asylum. Mais que será mais bem explicado em Sanctum. Não é obrigado a ler esse conto, aliás, se ler apenas a série entende perfeitamente. Creio que esses contos são apenas para matar um pouco a curiosidade dos fãs antes de lançarem o próximo livro da série.









Artistas dos Ossos - Skoob

Minha Opinião: Esse conto não é tão envolvente. Para de fato as coisas começaram a desenvolver é quase no final. Embora tenha me surpreendido com os acontecimentos porque não esperava por eles.

Ficam algumas pontas soltas que só serão melhores explicados no livro Catacomb, mesmo assim não é tão envolvente. Um ponto interessante é a presença dos personagens nesse conto no livro também.









O Diretor - Skoob

Minha Opinião:  Pra finalizar, não poderia é claro de falar da figura principal de toda a série que é o diretor Crawford. Essa figura que é tão presente, e ao mesmo tempo os fatos sobre ele são dados aos pouquinhos aqui e ali.

Embora não seja o diretor o principal personagem aqui, acabamos por conhecê-lo melhor. Além de também ter a grata surpresa de saber como o Brookline funcionava.

É um bom desfecho pra toda a série que tem o diretor como pano de fundo central, já que ele é sempre citado, assim como também funciona como uma boa introdução de toda a história. Ou seja, você pode tanto ler esse conto no final da série toda, como pode começar com ele pra dá introdução a série


*Resumi bem resumido até porque como são contos e tem poucas páginas, poderia acabar contando algo que desse spoiler tanto da série quanto dos contos.


Descobri recentemente que sairá um novo livro da série: A Fuga (Asylum 0.5)
Pelo que li da sinopse, a história é diferente dos demais livros da série. Vai acontecer antes, quando ainda o manicômio Brookline ainda funcionava. Não vejo a hora de ler e voltar a ficar envolvida com a história.

A Madelenine Roux está com uma nova série, o primeiro livro Casa das Fúrias acabou de ser lançado e já fiquei morrendo de vontade de ler.

Por enquanto é isso. Espero que tenham gostado. Um super beijo ;)

Catacomb (Asylum #3) de Madeleine Roux

sexta-feira, 21 de julho de 2017



Catacomb (Asylum #3)

Optei por não colocar a sinopse aqui pra evitar possíveis spoiles. Se quiser conferir, corre lá no SKOOB.


Ficha Técnica:
Autor: Madeleine Roux
Título: Catacomb
Editora: Vergara & Riba
Avaliação Final:  3/5   ♥♥♥


Minha Opinião: Que eu adoro essa série não é nenhuma novidade, tenho devorando os livros e nem acreditei que estava chegando ao fim. Porém, diferente dos outros dois, Catacomb deixou a desejar e não superou minhas expectativas.

Asylum e Sanctum foram envolventes. Apesar de ambos terem um enredo fechadinho, a gente fica sempre querendo mais. Por isso quando comecei Catacomb não fazia idéia do que a história traria, os três Dan, Abby e Jordan estão fazendo uma pequena viagem com o intuito de passarem um tempinho juntos antes de cada um ir pra faculdade – pelo menos Dan e Jordan de certeza vão –, e o plano era apenas esse.

É claro que eles não iam ter paz e descanso.

Continuo adorando as fotografias que são dispostas no livro e que combinam com a história (mesmo que nesse livro elas não combinem tanto assim, nem mesmo as descrições de determinada pessoa combina com a foto apresentada).

Porém, não me senti envolvida com a história. Diferente dos outros dois livros, nesse não consegui gostar do enredo e nem entrar de cabeça nos acontecimentos. Foram que pra que esses fatos começassem a ocorrer, demorou muito e quando enfim aconteceu mais ação, o livro já estava no final e foi tudo muito rápido.

Volto a frisar que a série não é de terror, mesmo que o elemento fantástico esteja totalmente presente. Está mais para um pequeno suspense. Porém, em Catacomb nem isso foi suficiente para deixar a história mais ainda interessante.

Nem a incrementarão de um personagem importante e que poderia ter sido melhor aproveitado deixou a história mais interessante -  pelo menos eu não achei.

Enfim, esperava mais. Infelizmente não foi tudo aquilo, até porque comparada com os dois outros livros o elemento fantástico aqui foi fraco, não foi suficiente para tornar a história boa.

Espero que tenham gostado. Um beijo ;)

Antologia "Poesias Sem Fronteiras" + Outros Jeitos de Usar a Boca

sábado, 15 de julho de 2017


Antologia “Poesia Sem Fronteiras”

XIII Concurso Literário “Poesia Sem Fronteiras”

Organização: Marcelo de Oliveira Souza



Não é novidade que eu goste de ler poesia. Influência que veio de minha mãe, e por conta disso, arrisco escrever umas palavrinhas também.
Tanto é que estou participando desta antologia com a poesia Nós Temos Essa Noite que está na página 181. Composta por 72 escritores e organizada pelo Marcelo de Oliveira Souza.

Eu tenho apenas uma poesia aqui, assim como a grande maioria, mas alguns têm mais. Dependendo da ‘taxa’ que escolheu pagar. As folhas são brancas e também tem a biografia de cada poeta.

Está antologia conta contou com uma premiação:

1° lugar – Mulher Tem Alma?
              Carlos Henrique Vieira Barbosa

2° lugar – A Coroa de Trovas Ás Brisas de Outono
             Paulo Roberto de Oliveira Caruso

3° lugar – Pra Sempre ao Meu Lado
               Andrê Abreu

São escritores dos mais diversos cantos do Brasil. E as poesias não seguem um tema especifico, ou seja, aqui o leitor vai encontrar poemas bastante diversificados.

Já é minha segunda antologia só esse ano. Espero fazer parte de mais outras futuramente.

Se ficou interessado e quer adquirir o livro, AQUI tem todas as informações.


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 Outros Jeitos de Usar a Boca de Rubi Kaur

Sinopse: 'outros jeitos de usar a boca' é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.

Ficha Técnica:
Autor: Rubi Kaur
Título: Outros Jeitos de Usar a Boca
Editora: Planeta Brasil
Avaliação Final:  5/5   ♥♥♥♥♥
Lido em ebook

Minha Opinião: Quando todo mundo começou a falar desse livro minha curiosidade foi atiçada. Mas, aos poucos, fui também perdendo o interesse.

Quando o peguei para ler, mal sabia que ia adorar e compreender o porque dele ser tão aclamado.
Outros Jeitos de Usar a Boca é composto por pequenos poemas que são divididos em 4 partes:

– a dor
– o amor
– a ruptura
– a cura

Por serem poemas curtinhos, por ser abordado e falado para as mulheres (homens também podem ler), por trazer questões e situações que faz com que nós identificamos, o livro foi acolhido e tido como: “era justamente isso que eu precisava ler”.

Talvez tenha sido o fato de ser um tema atual e recorrente, ou por ter os trechos curtos ou por ser de uma linguagem simples e singular. De fato, não sei. Só sei que é sensacional. Depois de concluir a leitura fica aquela sensação boa por ter lido algo tão bom.

Tem também umas ilustrações traçadas que deixa o livro mais envolvente.


Recomendo para todos. Mesmo para quem não tem o hábito de ler poesia. Você nem vai notar as páginas passando.

Espero que tenham gosta. Um beijo ;)

Ozob - Vol.1. Protocolo Molotov

domingo, 9 de julho de 2017

Sinopse: O futuro chegou. E é pior do que os nossos pesadelos.

O século 22 é uma época escura, feita de cibernética, inteligências artificiais, megacorporações que controlam os governos, redes sociais onipresentes, gangues e violência. No centro de tudo, uma metrópole se ergue em plataformas sucessivas, com prédios que se elevam acima das nuvens.

Construída sobre o que já foi Nova York, Delta City abriga as maiores corporações e milhões de habitantes. Mas, nas ruas sob as plataformas, a Cidade Baixa é o lar de criminosos, miseráveis e escória. O lar de Ozob.
Ozob, um construto genético encomendado por uma corporação, feito à imagem da mente insana de seu criador. Perseguido por seus irmãos sanguinários, só tem mais dois anos de vida. Para ele, nenhum minuto pode ser desperdiçado.



Ficha Técnica:
Autor: Leonel Caldeira, Azaghal
Título: Ozob – Vol.1. Protocolo Molotov
Editora: Nerdbooks
Avaliação Final:  5/5   ♥♥♥♥♥ Favorito




Minha Opinião: Que livro!

Já começa por essa incrível capa, um título nada convencional além de 420 páginas de puro talento BRASILEIRO. Uma edição caprichadíssima, linda, bem revisada, feita especialmente para um dos melhores personagens que eu já tive o prazer de ler em minha vida.

Ozob é único. Aliás, todos os personagens são.

A história se passa em um futuro distópico, mas me transmitiu uma sensação de nostalgia por conta de todas as referências. Para quem passou pelos anos 80 o livro remete bastante esse época. É um universo riquíssimo, que apesar de ser bombardeado de informações, não deixa a leitura monótona ou chata.

Hans Gropp cresceu já como um produto da DataDyne, sua função era construir pós-humanos para a corporação. As coisas mudaram quando ele resolveu fazer algo diferente.  O que para Hans Gropp era sua criação máxima, para a DataDyne era apenas uma “falha”. E foi assim que Ozob nasceu junto com seus irmãos: Zatati Ratatá, Guzzo e Rizzo.

Ozob é excêntrico. Extremamente grande, os cabelos vermelho vivo nas laterais além de ser calvo, sua pele é de um branco puríssimo. Melhor dizendo, sua aparência é de um palhaço. Aliás, todos têm aparência de palhaços que foram muito famosos, à medida que fui lendo fui identificando cada um em que foram inspirados.

Tem tenta ação que quando cheguei mais ou menos na metade do livro estava cansada. Quanto mais eu lia, mais eu queria ler porque achei tudo o universo interessante demais. As cenas de ação, de luta foram bem descritas, consegui visualizar todos os movimentos enquanto lia.

O livro é intercalado com os acontecimentos do presente e do passado de Ozob.  O teor de humor é gostoso, você ler o livro e se diverte dando risada ao mesmo tempo.

Ozob não tem um objeto. Ele apenas quer aproveitar o pouco tempo de vida que tem da melhor forma possível. Eu até que poderia falar sobre ela “trajetória” que o personagem faz, mas aí perderia toda a graça do livro. Que por sinal, tenho que enfatizar novamente, é sensacional!

Ainda bem que li bem pouca coisa a respeito da história em si – como também falei bem pouca coisa dela aqui – e isso foi o diferencial porque fui pega de surpresa e pude ir descobrindo tudo com avidez. Ozob se tornou um dos melhores livros que li esse ano, virou um dos meus livros favoritos. Já estou desejando ansiosamente uma continuação, não vejo a hora de me deleitar com mais aventuras, seres diferentes, e é claro mais desse personagem tão envolvente. 

Ao terminar de ler me senti encorajada a escrever, a ler mais, a explorar e experimentar coisas diferentes.