As Crônicas de Gelo e Fogo - O Festim dos Corvos - Livro Quatro de George Martin

sábado, 9 de dezembro de 2017


"...Lembrava-se de seu pai ter dito, havia muito tempo, que, quando os ventos frios sopram, o lobo solitário morre e a alcateia sobrevive..."  pág.82



Minha Opinião: Não cheguei a falar sobre As Crônicas de Gelo e Fogo – A Tormenta de Espadas , Livro Três por aqui. Porém a leitura dele foi tão envolvente que o devorei bem rápido. Tanto é que se tornou um dos meus favoritos, ganhando de As Crônicas de Gelo e Fogo – A Guerra dos Tronos, Livro Um. Enfim, o momento passou e acabei não escrevendo sobre o livro três, mas só queria deixar frisado que ele até o momento é o meu preferido da série e que a leitura foi maravilhosa.

Em O Festim dos Corvos nossos personagens se mostram modificados por todos os acontecimentos anteriores. O período em si é de certa calmaria depois das guerras e mostra como as diferentes pessoas foram afetadas, embora uma ameaça maior se aproxime. Antes de ler esse livro, já tinha visto bastante comentários negativos, pelo fato do livro ser arrastado, sem grandes acontecimentos e pela ausência de outros personagens importantes. Ou seja, o livro quatro da série seria uma espécie de divisor de águas, ou você desiste da leitura ou de fato se rende a ela.

Eu o encaro como algo diferente. Até porque ele mostra isso. Eu o vejo como o marco do amadurecimento dos personagens. E ao meu ver é importante para o desfecho que teremos nos futuros livros.

É claro que a leitura foi arrastada no começo. Não estava apresentando todo aquele encanto, mais sim um novo cenário pós guerra. Até de fato eu me envolver com a história demorou, mas não deixou de ter todo aquele ar fantástico que eu adoro.

Como alguns personagens foram mais presentes do que outros, consegui passar a cogitar gostar deles, como por exemplo a Cersei. O que ela faz, o que ela sacrifica, o quanto devota aos filhos ela é, toda a sua luta para protegê-los e sua motivação para ser forte e justificar seus atos. Não gostava da personagem, mas passei a ter admiração por seu poder.

Jaime já tinha tido seu momento de “redenção” no livro anterior, mas ele se mostra bem mais forte do que apenas usando a espada. E também passa a enxergar o que de fato seu grande amor é.

Aria nunca foi uma das minhas personagens favoritas, mas aqui ela não aparenta ser tão chata como era nos outros livros. Talvez pelo fato de sua personagem está passando por uma grande transformação.

Brienne é deslumbrante, embora não seja tão interessante apenas acompanhar suas andanças em busca de cumprir suas promessas.

Um dos problemas grandes desse livro é a troca de nomes de alguns personagens sem um aviso prévio. Ás vezes eu  só conseguia distinguir quem era lá pelo meio do capítulo. Se foi de forma proposital que o autor fez assim, não sei, mas que me deixou perdida em certos momentos isso é certo.

George Martin sabe levar a história de forma graciosa. Ele vai acrescentando informações aos poucos, coisas que parecem não ser relevantes no final vai tudo se interligando de tal forma que não há como não desejar ler mais. Algo me diz que o livro cinco vai ser esplêndido quando o ler. Não vejo a hora de voltar a mergulhar de cabeça nesse universo novamente.


O pior não passou. O pior está só começando, e não há finais felizes.  pág197

Espero que tenham gostado, um beijo ;) 

Meu coração e outros buracos negros de Jasmine Warga

sábado, 21 de outubro de 2017

Sinopse: Um tema amargo, mas necessário. Em Meu coração e outros buracos negros, a estreante Jasmine Warga apresenta aos leitores um romance adolescente que aborda, de forma aberta, honesta e emocionante, o suicídio. Aysel, a protagonista, enfrenta problemas com a família e os colegas de escola, como tantos jovens por aí, e, aos 16 anos, planeja acabar com a própria vida. Mas quando ela conhece Roman num site de suicídio, em busca de um cúmplice que a ajude a planejar a própria morte, num pacto desesperado, a vida dos dois literalmente vira de cabeça para baixo. Aos poucos, Aysel percebe que seu coração ainda é capaz de bater alegremente. E ela precisará lutar por sua vida, pela vida de Roman e pelo amor que os une, antes que seja tarde.


Minha OpiniãoTenho essa mania de ler os livros porque gostei do título e por conta disso é que peguei para ler Meu Coração e Outros Buracos Negros, e foi uma leitura tão gostosinha apesar do tema abordado.

Aysel está passando por um período difícil em sua vida por conta de um acontecimento envolvendo seu pai – só é revelado no final esse fato – e isso fez com que ela fosse morar com a mãe e essa outra família. Um irmão mais novo e uma irmã um pouco mais nova que Aysel.

Aysel não consegue se encaixar nessa nova realidade. E por conta disso ela procura um parceiro para morrer. Através de um site ela conhece Roman e os planejam se suicidarem. Roman também vem com uma carga emocional e tem seus motivos pelo qual quer cometer suicídio.

Apesar do temas abordados, depressão, suicídio, culpa, o livro não traz aquele ar pesado que deixa uma sensação ruim. É escrito de forma leve e vai mostrando aos poucos a transformação que cada um passa.

É um tema que está em alta. E apesar de ter muitos livros que abordam isso, esse tem seu diferencial.
Gostei do final, dos personagens e principalmente das transformações de Aysel que foi sutilmente passando.

Espero que tenham gostado, um beijo ;)

Eu estou pensando em acabar com tudo de Iain Reid

domingo, 15 de outubro de 2017

Sinopse: No romance de estreia do canadense Iain Reid, Jake conduz o carro em que ele e a namorada, que narra a história, vão à fazenda dos pais do rapaz. Durante a longa viagem por estradas desertas e escuras, a garota, atormentada com a perseguição de um homem misterioso que deixa sempre a mesma mensagem de voz em seu telefone, pensa em encerrar o relacionamento com Jake. Mas talvez seja tarde demais. Reid, que tem dois livros de não ficção elogiados pela crítica e contribui para veículos de prestígio como a revista New Yorker, une, numa narrativa profundamente psicológica, tanto referências de terror clássico, quanto elementos de suspenses menos tradicionais, sustentando a trama para além das limitações inerentes ao gênero. Um thriller denso que esconde, em meio ao medo provocado pela sensação de uma tragédia iminente, alegorias sobre a própria vida ser uma tragédia anunciada.


Minha OpiniãoO título foi a primeira coisa que me chamou atenção. Peguei ele para ler sem me preocupar em procurar resenhas antes ou mesmo a sinopse.

Jake e sua namorada estão em uma viagem a casa dos pais dele para que ela os conheça. Ela revive alguns fatos do tipo, como eles se conheceram, como estão juntos, os gostos, as manias e por aí vai. Ela começa a reviver isso meio que para justificar porque ela quer acabar com tudo.

Os diálogos algumas vezes me incomodaram, devido ao fato de serem filosóficos e profundos demais. Conversas essas que nem todo mundo tem e nem com tanta frequência.

A medida que a história vai avançando, começa a surgir dúvidas, pistas, um mistério no ar. É difícil você saber quando que começa a senti medo, porque ele vai surgindo aos poucos, mas você não sabe do que sente medo.
Todas as teorias que eu criei, todo o enredo que eu pensei que tinha desvendado foi pelo ralo. Nada, nado do que eu imaginei era o que a história revelou. Fiquei de boca aberta, fui totalmente surpreendida.

Apesar do livro ser curtinho, eu fiquei completamente envolvida.

A gente sabe que aconteceu alguma coisa porque há uma conversa entre duas pessoas, são pequenos trechos que surgem entre um capítulo e outro. Mas volto a reafirmar, não fazia ideia de que ia terminar daquela forma.

Recomendo para quem gosta de um bom suspense, quem gosta de histórias que prende do começo ao fim. Se você pretende ler, só dou uma dica: presta bem atenção aos detalhes, eles fazem toda a diferença. E cuidado ao ler resenhas para não pegar nenhum spoiler e estragar a surpresa da história. E quando o ler, mesmo que não esteja entendo nada, calma. No final tudo faz sentido.

Espero que tenham gosta. Um beijo ;)

O Vilarejo de Raphael Montes

domingo, 8 de outubro de 2017

Sinopse: Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome.


As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão.


Minha OpiniãoEu particularmente não gosto quando fazem comparações com outros escritores. Acho cabana ter indicações, mas comparar com outro escritor na minha opinião não é legal. Falo isso devido a esse "elogio" da Fernanda Torres na capa do livro.


Do Rafhael Montes só li Dias Perfeitos e não tinha gostado tanto assim. Mas quando O Vilarejo foi lançado, fiquei com vontade de ler por ser contos e por passar em um tempo mais antigo que o nosso.

Demorei um pouco para pegar ele, mas quando o fiz, li todo de uma vez só. É curtinho o livro e bem desenvolvido. Aqui, o Rafhael Montes é o tradutor de um caderno ilustrado de Elfrida Pimmintaffer que em sete histórias sobre os pecados capitais.

As ilustrações dão um ar mais pesado ao livro. Os detalhes complementam e mesmo que seja dito que você pode ler em qualquer ordem, sugiro que leia na ordem de publicação mesmo. Até porque as pontas soltas vão se encaixando aos poucos.

As histórias se passam nesse vilarejo e envolvem seus moradores. Não é uma narrativa linear, mas que são interligados sutilmente.

A cada desfecho de cada conto fiquei maravilhada por ser surpreendida. É claro que uma coisinha ou outra não me agradaram tanto, mas no geral é um livro muito bom.

De todos os contos o que eu menos gostei foi Belphegor – A Verdadeira História de Ivan, o Ferreiro. Não consegui sentir nenhum tipo de empatia pelo personagem principal. Talvez a que mais me surpreendeu foi Mammon -  O Porquinho de Porcelana da Sra. Branka ou Belzebu – Banquete para Anatole, não sei ainda qual delas foi a melhor. Fui pega totalmente de surpresa com o final de Leviathan – As Irmãs Vália, Velma e Vanda.

Aliás, todos os contos têm lá suas surpresas e reviravoltas. Eu particularmente gosto muito de contos, mas ainda não tinha lido nenhum em que mais parece uma história fragmentada e que vão se interligando um no outro. Foi uma ótima leitura, fui completamente surpreendida. E que desfecho!

Espero que tenham gostado.
Um beijo ;)

Dicas de Filmes: Últimos filmes de Terror assistidos

domingo, 1 de outubro de 2017

A Autopsia - 2016

Sinopse:Tommy Tilden (Brian Cox) e Austin Tilden (Emile Hirsch), seu filho, são os reponsáveis por comandar o necrotério de uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. Os trabalhos que recebem costumam ser muito tranquilos por causa da natureza pacata da cidade, mas certo dia, o xerife local (Michael McElhatton) traz um caso complicado: uma mulher desconhecida foi encontrada morta nos arredores da cidade - "Jane Doe", no jargão americano. Conforme pai e filho tentam descobrir a identidade da mulher morta, coisas estranhas e perigosas começam a ocorrer, colocando a vida dos dois em perigo.

Minha avaliação:
 / 5

Minha Opinião: Que grata surpresa foi esse filme. A fotografia dele é muito linda, e apesar do desenrolar da história ter seus mistérios que vão se revelando aos poucos e ainda deixar pequenas pontas para a própria interpretação, não imaginava que o filme seria tão bom.

Tudo se passa em um único local, dentro do necrotério centrado principalmente entre o pai e o filho que ali trabalham. Todo o mistério em volta dessa mulher desconhecida cria um clima de suspense que deixa a história muito envolvente.

Achei a história bem elaborada, e me surpreendi com toda a revelação, apesar de ter me deixado com aquela vontade de saber mais detalhes. Fica aí uma ponta para uma possível continuação, ou não. Mesmo assim, recomendo o filme. É lindo, simples e envolvente.



Grave - 2016

Sinopse: Na família de Justine (Garance Marillier), todos os integrantes trabalham com a área veterinária e são vegetarianos. No entanto, assim que Justine pisa na escola de veterinária, ela acaba comendo carne. As consequência deste ano logo serão sentidas e chocarão toda a família.

Minha avaliação: 3.5 / 5

Minha Opinião: Já estava com vontade de conferir o filme por conta do trailer e também por todos comentários que estavam saindo sobre ele.

O filme traz uma proposta diferente, e por conta disso é normal que muitas pessoas acabem não gostando ou mesmo não vendo terror no filme. Já aviso que aqui você não vai se deparar com aqueles famosos susto clássicos. Acho que o nojo pode ser um elemento mais presente.

Um fato que achei interessante é que cada um terá uma experiência diferente e uma interpretação dos fatos de forma única. Os pontos que são levantados meio que como antagonistas, o meio em que ela está inserida e o fato de esta saindo da adolescência para a vida adulta dar uma interpretação diferente aos fatos.

Eu particularmente gostei. Não é apenas mais um filme “do mesmo”. É simples no seu modo de desenvolvimento e reflexivo sobre os pontos abordados de forma sutil. 



Stake Land - Anoitecer Violento - 2010

Sinopse: Um filme indie de horror que foi um dos grandes vencedores do Toronto Film Festival do ano passado, juntamente com ‘O Discurso do Rei’, ao vencer o Midnight Madness Award.
Este relata-nos a história de Martin (Connor Paolo), um adolescente que vê o seu mundo cair num buraco de desgraças económicas e políticas, até que uma epidemia arrasa o que resta da uma nação abandonada. Martin junta-se então a Mister (Nick Damici), um caçador de vampiros, que o ajuda a chegar a New Eden.
‘Stake Land’ é realizado por Jim Mickle, que também escreveu o argumento juntamente com o actor Nick Damici.
Minha avaliação: 3 / 5

Minha Opinião: Em se tratando de vampiros, nunca me canso de assistir a filmes que trazem essas criaturas.

OS vampiros aqui apresentados tem lá suas diferenças, apesar de serem mortos com uma estaca no coração. O diferencial no filme é que ele é narrado pelo Martin que vai relatando alguns fatos a medida que a história se desenvolve. Como ele perdeu a família, é Mister um caçador de vampiros que o ajuda a chegar em um local seguro.

No geral, até que é um filme legal, tem um bom desenvolvimento, mas não me conquistou. Não fiquei envolvida na história e também acabei não gostando de nenhum dos personagens apresentados.
  


 Nunca diga seu nome - 2016


Sinopse: Três estudantes universitários se mudam para uma antiga casa e inadvertidamente desencadeiam uma série de eventos com uma entidade sobrenatural conhecida como Bye Bye Man. Os amigos tentam salvar uns aos outros e ao mesmo tempo manter a existência de Bye Bye Man em segredo para salvar outros do mesmo destino mortal.

Minha avaliação: 3 / 5

Minha Opinião: Tem até uma proposta boa e poderia ter sido melhor executado, porém não sei se foram as atuações que deixaram um pouco a desejar. Os efeitos especiais não são bons, isso é fato.

Mas em se tratando da história, até que tem uma boa proposta. Um grupo de amigos se muda para uma casa, onde aconteceu algo anterior e à medida que coisas estranhas vão acontecendo eles passam a procurar respostas ou até mesmo ajuda de outras pessoas.

Como o próprio nome sugere, para que a entidade não apareça, não se pode dizer nem pensar no nome dele. Enfim, um pouco sem sentido se levar em conta que o ser vem para matar...

Fica aqui um possível dica, ou não.


Tem boas indicações? Deixa aí nos comentários.
Beijos