Presságios de um Crime + O Sexto Sentindo + Mandy

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019



Presságios de um Crime – 2015

Nota: 3.5 / 5

Confesso que sou daquelas que escolhe filme pelo ator. Principalmente quando o Anthony Hopkins está no elenco, não tem como deixar passar.

Presságios de um Crime apresenta um enredo já conhecido. Joe que é agente do FBI procura ajuda de um ex-colega aposentado John, para solucionar um caso.

John Clancy tem um diferencial, ele tem premonições, o que ajuda a explicar as cenas dos crimes assim como evitar o que poderia vim a acontecer.

O filme é envolvente, deixa um ar de mistério por se tratar de thriller policial, porém, certo elementos foram rasos.

Estou acompanhando a série O Mentalista, e apesar de não parecido com o filme, algumas coisas me remeteram a série. E aos poucos o filme deixa de ser surpreendente e passa a ser previsível.

Achei também confuso em alguns pontos, mesmo que eu goste quando nem tudo é explicado, senti que certas coisas poderiam ter sido melhor trabalhadas.


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O Sexto Sentido – 1999
Nota:  5 / 5 FAVORITO

Ainda estou me perguntando: como eu só fui assistir a esse filme agora?

E ainda bem que eu não peguei nenhum spoiler, pois foi surpreendente quando o filme foi concluído.

O psicólogo Malcom Crowe vê sua vida modificada quando um incidente ocorre. A relação com sua mulher muda por conta de um incidente e ao passo que ele começa a atender o pequeno Cole Sear nota-se que algo está errado.

Cole vive com a mãe separada do pai, o menino apresenta dificuldade de se socializar e não tem amigos.

Há um mistério no ar que Malcom tenta descobrir e ao mesmo tempo ajudar Cole. A medida que a história vai se aprofundado o mistério aumenta, e a cada novo detalhe eu procurava desvendar o que estava acontecendo. E que final! Que final. Digo apenas uma coisa a quem ainda não viu esse filme: assista!


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Mandy – 2018
Nota:  4.5 / 5

Esse filme é estanho. Bem diferente, bonito e cheio de cores.

Red Miller vive numa casa isolada com sua esposa Mandy Bloom, eles vivem em harmonia até que um grupo de um culto liderado por Jeremiah Sand muda os rumos da vida desse casal.

Todo mundo fala sobre a atuação de Nicolas Cage, mas como eu vi pouquíssimos filmes com ele, então, não me baseie nisso. E nesse filme em particular, ele foi bem elogiado. E com razão.

Há uma áurea de mistério, não é apresentado o passado do casal, mas a gente sente aconteceu algo com  Mandy. E a transformação que acontece com Red dá outro tom a história.

Achei bem diferente a proposta do filme, e me prendeu. Mas, faltou alguma coisa que fizesse com que eu caísse de amores pela trama. Mesmo assim é um baita filme, que foge do padrão em relação aos demais filmes do gênero que foram lançados recentemente.


Me contem aí, já assistiram a algum dos filmes citados? Tem dicas de filmes nesse gênero?
Beijos

Dragão Vermelho de Thomas Harris

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019


Quem não conhece o tão famoso Hannibal Lecter?

Sua primeira aparição é nesse livro e já deixa aquela vontade de saber mais sobre o personagem, surpreende com sua inteligência e suas perguntas precisas em tirar respostas mesmo que a pessoa não fale nada.

Porém, em Dragão Vermelho o foco é em outro personagem. Intitulado de Fado do Dente pelos jornais esse serial killer mata famílias inteiras e não deixa rastros.

Will Graham volta a trabalhar em conjunto com o FBI com o intuito de parar esse criminoso. Foi ele que conseguiu pegar Hannibal. Will tem uma mente peculiar, consegue pensar conforme os criminosos o que faz com que consiga de certa forma compreender como eles agem.

É um thriller de tirar o fôlego. É um dos meus livros favoritos da vida. A escrita de Thomas Harris é caprichada, cheia de detalhes, com um enredo muito bem desenvolvido e personagens marcantes. Os diálogos são um deleite.

Eu sou suspeita para falar, mas não é mentira quando digo que não consegui desgrudar do livro, mesmo sendo a segunda vez que o leio, pois, o suspense e a tensão que é criado foi bem desenvolvido. Aliás, que personagens. Arrisco dizer que é o que eu mais admiro na escrita de Thomas Harris. Seu talento em construir personagem únicos e complexos.

A trajetória de Fada do Dente foi meticulosamente construída, com detalhes pequenos que fizeram toda a diferença no decorrer da história. É contado desde de antes dele nascer e como tudo acabou moldando para ser o que ele se tornou.

Gosto de personagens inteligentes e Will é especialista quando o assunto é serial killer. Além de ter umas pequenas participações de Hannibal já que aqui ele não é figura central.

Sempre tive certo receio de fazer releituras de livros favoritos, confesso que estava com aquele receio de acabar não gostando do livro ao reler, mas ainda bem continuei amando. Aliás, já vou me organizar para comprar os demais livros da série.


Beijos

Novas Aquisições - 2019 #01

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019



Comprinhas nunca é demais!


Eu vinha de um longo período sem comprar nada. Nada mesmo.

Porém resolvi me mimar um pouco, notei que precisava de uns presentinhos.

Aproveitei a Black Friday na Amazon e selecionei alguns desejados para comprar:






Sandman Volume 2 do Neil Gaiman. 
Queimando na Água, Afogando-se na Chama do Bukowski
Dragão Vermelho do Thomas Harris


Depois, aproveitei um cupom de desconto e fiz mais duas comprinhas na Saraiva:



Espere Até Helen Chegar da Mary Downing Hahn - lido confira AQUI.

- Sapiens - Uma Breve História da Humanidade do Yuval Noah Harari


 Essa compra foi especial pois tem um conto meu. Vou mostrar todos os detalhes depois.




Bônus: Minha primeira parceria com o Instagram do Blog:


Siga também o Instagram do autor: @michel.penna
Já tem uma publicação aqui fala sobre o livro, confira AQUI.



É isso. Me conta aí quais fora suas comprinhas?

Beijos

Espere Até Helen Chegar de Mary Downing Hahn

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019


Primeira leitura do ano. Já adianto que fiquei um pouco frustrada, não era bem o tipo de história que eu esperava.

O livro é voltado para o público infanto-juvenil, coisa que só descobri depois. Isso não é o fato principal do meu descontentamento com a obra – tenho o costume de ler mesmo não sendo o público alvo. E sim, pelo fato da história ser fraca.

É pelo ponto de vista de Molly que conhecemos a história, a família se muda para o interior, o que antigamente era uma igreja, agora reformulada é o novo lar deles. Essa mudança mexe com Molly e seu irmão Michael, ambos não queriam sair da cidade por ter seus planos de férias “arruinados”. Além deles e da mãe, tem o padrasto e sua filha a pequena Heather.

É nítido o quanto a menina não gosta da nova família e aos poucos vamos conhecendo alguns detalhes da personalidade dessa criança.

Uma coisa que me incomodou foi o fato das crianças terem um comportamento de adulto. Molly deve ter por volta de 13 anos ou menos, não especifica a idade já Michael tem 10. Heather tem 7 anos e em quase todos os momentos se comporta e fala como se fosse muito mais velha.  Os pais acabam colocando a responsabilidade de tomar conta de Heather em Molly que não consegue ficar de olho na menina e acaba sempre recebendo reclamações por isso.

Como a nova residência é inusitada, aos poucos as crianças vão descobrindo várias coisas. Logo descobrem que tem o cemitério ao fundo, e a parti disso a história começa a se desenvolver.

Até mais ou menos a metade do livro, estava amando a leitura. Devorando as páginas, porém aos poucos fui perdendo o encanto.

Quando Helen é introduzida na história pensei que fosse o elemento que faltava para enfim fazer a leitura ficar frenética novamente. Infelizmente, esse elemento não funcionou comigo.

Esse é o primeiro livro da escritora e embora não tenha ganhado meu coração, gostaria de ler outras obras dela – por aqui ainda não tem mais nenhuma lançada. Gostei da escrita, meu problema foi com o desenvolvimento da história. Eu esperava que fosse um terror de gelar a alma.

Para quem quer se aventurar a ler terror esse é bem leve. Deixa intrigado, deixa aquela curiosidade, mas não é nada que te impeça de dormir à noite ou que te faça ter pesadelos.

Outro ponto que me desagradou foi a omissão dos pais. Além deles exigirem que Molly tome conta de Heather, brigarem com ela e Michael eles defendem muito a Heather como se ela fosse sempre a vítima. Eu entendo o quanto eles queriam de certa forma “proteger” a menina pelo fato dela ter perdido a mãe, mas não duvidar nenhuma vez do que ela conta já é demais.

Helen tinha tudo para ser a peça principal da história, o pouco que era falado sobre ela já deixa dúvidas e indagações. O suspense que é criado em torno de sua chegada foi interessante, porém não consegue surpreender. 


Minha maior expectativa estava justamente no nome do livro. Me indagava sempre: o que será que Helen vai fazer quando chegar? Será que vai fazer tal coisa? Ou vai fazer essa outra coisa? Há, com a chegada dela vai mudar todo o rumo da história... e por aí vai, fiz inúmeras teorias e no final não fui surpreendida. O desenvolvimento da trama foi fraco, alguns dos personagens não foram bem trabalhados e o final apresentado foi conveniente para encerrar a história.

Bom, é isso. Fica aqui uma dica, se alguém quiser ler ou já leu vamos conversar nos comentários. Estou querendo mesmo debater sobre o livro.


Beijos

Uma estrela entre nós de Michael Penna

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019


A luta por uma doença sem cura por 13 anos


Finalizando as leituras do ano passado com chave de outro.

Que livro surpreendente, que história linda e ao mesmo tempo triste. Além de ser real, é envolvente e a forma como o Michel escreve é similar há uma conversa, como se ele estivesse pessoalmente contando tudo.

Na história conhecemos Michella, desde começo de sua vida passa pela descoberta e toda a luta dela e da família para enfrentar a doença. Ela foi diagnosticada com Miastenia Gravis aos 16 anos, o mudou por completo sua vida pois a doença era rara e sem cura.

A doença causa fraqueza muscular dentre outros sintomas e Michella teve que abrir mão da natação e ter repouso.

A família fez de tudo para que Michella vencesse a doença, sua mãe Fátima Rozeli foi quem mais esteve presente e acompanhou ela em todo o tratamento. 

Como eu disse, ao mesmo tempo que a história é triste e linda também porque Michella teve oportunidade de aproveitar muitos momentos felizes. Ela procurou levar uma vida normal, não se privou de nada que a doença não a impedisse de fazer. 


O livro contém fotos dela e das pessoas que foram importantes e fizeram parte de sua vida. Eu queria contar mais coisas, porém não irei estragar a experiência boa de quem ainda irá ler o livro. É muito envolvente, é lindo, é triste, é uma mistura boas de sentimentos. 

O título faz jus a história do livro, Michella foi uma verdadeira estrela ♥



Siga o autor no instagram: @michel.penna