Ozob - Vol.1. Protocolo Molotov

domingo, 9 de julho de 2017

Sinopse: O futuro chegou. E é pior do que os nossos pesadelos.

O século 22 é uma época escura, feita de cibernética, inteligências artificiais, megacorporações que controlam os governos, redes sociais onipresentes, gangues e violência. No centro de tudo, uma metrópole se ergue em plataformas sucessivas, com prédios que se elevam acima das nuvens.

Construída sobre o que já foi Nova York, Delta City abriga as maiores corporações e milhões de habitantes. Mas, nas ruas sob as plataformas, a Cidade Baixa é o lar de criminosos, miseráveis e escória. O lar de Ozob.
Ozob, um construto genético encomendado por uma corporação, feito à imagem da mente insana de seu criador. Perseguido por seus irmãos sanguinários, só tem mais dois anos de vida. Para ele, nenhum minuto pode ser desperdiçado.



Ficha Técnica:
Autor: Leonel Caldeira, Azaghal
Título: Ozob – Vol.1. Protocolo Molotov
Editora: Nerdbooks
Avaliação Final:  5/5   ♥♥♥♥♥ Favorito




Minha Opinião: Que livro!

Já começa por essa incrível capa, um título nada convencional além de 420 páginas de puro talento BRASILEIRO. Uma edição caprichadíssima, linda, bem revisada, feita especialmente para um dos melhores personagens que eu já tive o prazer de ler em minha vida.

Ozob é único. Aliás, todos os personagens são.

A história se passa em um futuro distópico, mas me transmitiu uma sensação de nostalgia por conta de todas as referências. Para quem passou pelos anos 80 o livro remete bastante esse época. É um universo riquíssimo, que apesar de ser bombardeado de informações, não deixa a leitura monótona ou chata.

Hans Gropp cresceu já como um produto da DataDyne, sua função era construir pós-humanos para a corporação. As coisas mudaram quando ele resolveu fazer algo diferente.  O que para Hans Gropp era sua criação máxima, para a DataDyne era apenas uma “falha”. E foi assim que Ozob nasceu junto com seus irmãos: Zatati Ratatá, Guzzo e Rizzo.

Ozob é excêntrico. Extremamente grande, os cabelos vermelho vivo nas laterais além de ser calvo, sua pele é de um branco puríssimo. Melhor dizendo, sua aparência é de um palhaço. Aliás, todos têm aparência de palhaços que foram muito famosos, à medida que fui lendo fui identificando cada um em que foram inspirados.

Tem tenta ação que quando cheguei mais ou menos na metade do livro estava cansada. Quanto mais eu lia, mais eu queria ler porque achei tudo o universo interessante demais. As cenas de ação, de luta foram bem descritas, consegui visualizar todos os movimentos enquanto lia.

O livro é intercalado com os acontecimentos do presente e do passado de Ozob.  O teor de humor é gostoso, você ler o livro e se diverte dando risada ao mesmo tempo.

Ozob não tem um objeto. Ele apenas quer aproveitar o pouco tempo de vida que tem da melhor forma possível. Eu até que poderia falar sobre ela “trajetória” que o personagem faz, mas aí perderia toda a graça do livro. Que por sinal, tenho que enfatizar novamente, é sensacional!

Ainda bem que li bem pouca coisa a respeito da história em si – como também falei bem pouca coisa dela aqui – e isso foi o diferencial porque fui pega de surpresa e pude ir descobrindo tudo com avidez. Ozob se tornou um dos melhores livros que li esse ano, virou um dos meus livros favoritos. Já estou desejando ansiosamente uma continuação, não vejo a hora de me deleitar com mais aventuras, seres diferentes, e é claro mais desse personagem tão envolvente. 

Ao terminar de ler me senti encorajada a escrever, a ler mais, a explorar e experimentar coisas diferentes. 


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